sexta-feira, 10 de julho de 2015

Trem bala Pequim Xangai

A viagem entre as duas megalópolis Pequim e Xangai pode ser realizado de algumas maneiras, as mais comuns são: embarcado numa das mais movimentadas pontes aéreas do mundo ou com um dos mais modernos sistemas de ferroviário de alta velocidade do mundo. 
Sou daqueles que sempre busco novas experiências em minhas viagens, e a opção aérea estava descartada, Airbus ou Boeings são iguais no mundo inteiro, além de algumas outra desvantagens como: possibilidade de atrasos, tempo de espera, distância dos aeroportos, por exemplo em Xangai o aeroporto a mais de uma hora do centro.  Escolhemos o trem pela possibilidade de viajar a mais de 300 Km/h hora sobre trilhos, as duas estações estão bem localizadas, e com criança o espaço e a possibilidade de distrações são maiores. 
Pesquisei em alguns sites e blogs que a opção de carro é interessante para conhecer o interior do país, os relatos são que para percorrer os 1300 Km levasse entre 12-15 horas, mas não a vejo como econômica, mas sim com objetivo de conhecer o país, além disto dirigir no trânsito Chinês tem suas particularidades.
Os trem de Pequim para Xangai saem da moderna estação Beijing South e chegam na Shanghai Hongqiao.  Nossas passagens foram adquiridas previamente pelo Guilherme, meu irmão, pelo site www.ctrip.com . As opções existentes de trens são praticamente de hora em hora, e a duração é de aproximadamente 4 horas e 45 minutos, depende da quantidade de paradas. Viajamos de segunda classe e pagamos RMB 555,00, aproximadamente 90 dólares por pessoa, a opção de primeira classe estava em RMB 935,00. 
Para os preocupados com a lingua, na estação os painéis passam as informações na escrita local e em Inglês, apesar de estar na China, números nunca mudam, então grave o horário do seu trem e número, com isto fica fácil achar qual o portão de partida. 


Escolhemos o trem G17 com partida às 15h e chegada programada às 19:57h. Viajamos no domingo 28 de dezembro para passar o Reveillon em Xangai, como tínhamos tempo aproveitamos a manhã para visitar o Zoo de Pequim, a casa dos Pandas na cidade. Próximo ao meio dia seguímos para almoçar na própria estação. A estação é muito ampla e bem sinalizada, fácil se locomover e localizar a entrada dos portões de embarque. Na estação existem várias lanchonetes ocidentais e locais, além de muitas lojas de souvenires e bugigangas. Almoçamos no Pizza Hut, o pessoal estava meio cansado dos temperos chineses. Uma dica e cuidado, para realizar as refeições sentados os restaurantes disponibilizam mesas no segundo piso, no piso térreo somente lanches ou comidas para levar, para subir os restaurantes não possuem elevadores, e foi necessário subir um grande lance de escadas carregando as malas.
Às 14:30 pegamos nossas coisas e fomos para o portão de embarque, e como estávamos com o Antônio entramos por uma porta lateral preferencial. As filas na China geralmente não são algo muito respeitado e organizado, porém na estação tudo ocorria de maneira organizada e tranquila, motivada principalmente pela disposição e amplitude da estrutura moderna da estação. As plataformas onde entramos no trem ficam no subsolo da estação, o trem possui muitos vagões, então tente ficar na sinalização do vagão que será fácil embarcar.
O vagão de segunda classe que estávamos era divido em fileiras de 5 poltronas, com 2 de um lado e três do outro do corredor. As poltronas são espaçosas, mas não reclinam muito, possuem tomadas para os Gadgets. Todos os vagões possuem dois banheiros, e espaços frontais e no fundo para as malas, além de espaço acima das poltronas para malas. O espaço acima da poltrona as bagagens devem ter o tamanho exato do compartimento, algo semelhante ao dos aviões porém aberto, eles retiram todas as bagagens que estiverem em excesso e exigem que a aloquemos nos espaços  frontais ou do fundo do vagão. Descobri isso da pior maneira, pois coloquei o carrinho do Antônio sobre a bagagem e eles mandaram eu remover.
Os primeiros movimentos do trem foram tranquilos, e durante o percusso urbano o trem trafegava numa velocidade de até 150 km/h, com as cabines conferidas e fora do trecho urbano o trem viajou tranquilamente próximo a 300 km/h sem qualquer sensação ou algo que lembrasse isto, ocorreram 3 rápidas paradas de no máximo 10 minutos em cidades do trajeto. 
Dei uma volta pelo trem e fui conhecer a primeira classe, são poltronas super confortáveis, com 3 poltronas por fileira, mas sem contatos entre elas, sem o risco de alguém sobre seu ombro. Não sei se compensa o investimento, mas se estiver viajando sozinho e não desejar o contato com estranhos é uma opção.
Durante o trajeto algumas funcionárias vendiam bebidas como refrigerantes, sucos e chás, alimentos como batatinhas e amendoins, além de uma bandeja de refeição quente. O vagão possuía um bebedouro com água potável gelada e quente, que é mais importante para eles esquentarem os Cup Noodles. Além das vendedoras, nosso trem estava equipado com um vagão restaurante.

A viagem foi muito tranquila e como prometido após 4 horas e 57 minutos de viagem, percorremos os 1318 Km, dando um média aproximada de velocidade de 265 Km/h. A estação Shanghai Hongqiao também e muito moderna, mas como estávamos carregados, cansados e com o Antônio, esqueci de fazer algumas imagens, mas registrei o momento do nosso desembarque, que ocorreu no horário previsto.

A experiência de viajar neste meio de transporte fantástico é incrível e dá raiva de não termos nada nem semelhante ou sendo construído no Brasil.




 Leia sobre a região de Guilin, uma das regiões de muitas belezas na China:

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Winebar com os vinhos da Arboleda

Alguns vinhos estão sempre presentes em minha adega, e os vinhos da vinícola Arboleda são um deles. Na semana passada fui convidado a participar de mais um WineBar, mas por algumas infelicidades e alterações de datas não pude participar do evento ao vivo.



Minha predileção pelo Cabernet Sauvignon da Arboleda vem de alguns anos, fui apresentado pelo meu amigo Paulo Varela, quando aqui em Florianópolis tínhamos uma filial da Expand. Para quem nunca provou o Cabernet Sauvignon deles é fantástico, mas hoje vou falar de outros vinhos da vinícola, degustei o branco produzido com Chardonnay, e outro dois tintos o Pinot Noir 2012 e o Carmenere 2011.


Arboleda Carmene 2011 é um vinho fácil, está pronto para taça. Bastante aromático, muito menta, capim limão e torrados café, alcatrão. Em boca fácil equilíbrio. Gosto de Carmeneres um pouco mais densos, com aquele caramelizado em boca, que  lembro de outras safras do próprio Arboleda, mas este me agradou pela versatilidade, está muito gastronômico.


Arboleda Pinot Noir 2012 infelizmente não vai ser desta vez que conhecerei um Pinot da Arboleda, recebi uma garrafa alterada, daquelas que conhecendo a vinícola não foi erro de produção ou vinho mal feito, mas um acidente. Para não falar mal a cor estava bela, mas o restante estava perdido, flat sem aromas, na boca melhor nem comentar. Sugestão, isso pode ocorrer e infelizmente ocorre, transporte e outros fatores podem alterar um vinho, se você confia no produtor e comprou de boa procedência é um problema com solução fácil, duvido que a Expand ou qualquer outra importadora séria não trocasse ou não enviasse uma nova garrafa. Pelo que li e assisti no Winebar é um belo vinho.


Deixei por último e para mim já está entre os grandes brancos Sul-americanos o Arboleda Chardonay 2012 aproveitei a sugestão e fiz um pedido de Sushi e Sashimi para harmonizar.
Na taça uma bela coloração dourada, aromas de abacaxi e limão. Na boca bem estruturado, acidez que harmonizou muito bem com o Sushi e outros peixeis com arroz, para o Sashimi  poderia ser um pouco mais ácido, mas é um gosto meu. Um vinho gostoso e que desce tranquilo, sem brigar com a boca.


Todos os vinhos degustados e comentados são vendido pela importadora EXPAND.

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Yangshuo a China não conquistada

Destinos quase que obrigatórios numa viagem a China são as duas gigantes Pequim e Xangai, mas a região de Guilin entrou em minha lista de após a passagem de meu irmão por esta bela região de natureza riquíssima e culturalmente menos ocidentalizado. Eu desejava um pouco de "Wild China" como nos documentários da BBC. Desculpe o exagero nas imagens, mas por mais que eu escreva esta região somente com imagens para poder passar um pouco da beleza da região.
Transparência do Rio Li
A região de Guilin é uma provincia/estado no sudeste da China, nossa base foi na cidade de Yangshuo. A região de clima subtropical, com um clima ameno para os padrões Chinês, possui médias de temperatura no inverno semelhantes ao de Florianópolis. Fator climático ajudou na decisão, pois após enfrentar temperaturas negativas por duas semanas em Pequim e Xangai, nada melhor do voltar aos civilizados 15ºC, ainda mais que viajávamos com um bebê de 1 ano e 4 meses.

Imagens valem por mil palavras

Kaka fazendo propaganda na China
Chegamos a Guilin no dia 1º de janeiro de 2015 no final do dia, pegamos um tranquilo voo de duas horas com Air China deste Xangai, tem um post sobre este voo: "Voos com Air China dentro da China."
No aeroporto de Guilin eu vi a única publicidade com um Brasileiro em solo chinês, o jogador Kaká estampado numa propaganda de chocolate. O nosso destino não era especificamente Guilin e sim Yangshuo. Um serviço do próprio hotel estava a nossa espera no aeroporto. Este transfer durou aproximadamente uma hora do aeroporto ao Yagshuo Moutain Retreat numa rodovia moderna, mas muito escura e praticamente sem movimento.


Literalmente paramos no meio do mato no interior da China, foi um choque para nós após estarmos nas multidões e agito das grandes cidades, vir parar numa pousada, pouco iluminada e com barulhos do rio em plena super povoada China.

Outro choque também foi a estrutura do hotel, que era simples e de móveis de madeira e bambu típicos, impactante após estarmos 4 noites num hotel 5 estrelas em Xangai. A Juliana nesta hora começou a me xingar, como que eu trazia ela para este meio do nada, mas no fim todo o esforço valeu.
Visual da Janela do Quarto


O Yangshuo Moutain Retreat é um Ecolodge com clima de pousada familiar, onde todos os funcionários atendem com a maior calma, o esteriótipo de oriental calmo, e não o que conhecemos nas estressantes grandes cidades. O local está no TripAdvisor como um dos melhores destinos para famílias da China, realmente se comprovou esta afirmação.

Da cama ao abrir a janela era este o Visual

Amanheceu o outro dia e o susto inicial passou, foi abrirmos a janela do quarto e ver a natureza que estava ao nosso redor. Montanhas que pareciam desenhadas e um rio um belo rio praticamente abaixo da janela do quarto. A energia do lugar, adicionado ao serviços e atenção dos funcionários do hotel, fizeram as coisas fluírem muito bem.


Café da manhã na beira do rio
Para melhorar ainda mais o começo do dia, o café da manhã foi servido na beira do rio, um café cenográfico. Os itens servidos no café eram gostosos, mas a paisagem que nos emoldurava ajudava a deixar tudo ainda mais saboroso. As frutas nesta região da China são muito doces, tanto que cheguei a questionar se o suco de laranja estava adoçado.
No primeiro dia realizamos o mais tradicional passeio da região, o rafting em canoas ou pranchas de bambos por um dos afluentes do Rio Li. O rio Li nesta região apresenta águas calmas e cristalinas, que para aproveitar o fluxo e manter o volume de águas, os chineses construíram pequenas barreiras que criam a condição propícias para este tipo de passeio. Todos os tours e passeios que fizemos nesta região contratamos diretamente com a recepção do hotel, estávamos em 6 adultos e o pequeno andávamos com uma van exclusiva para nós. Para relação de valores este serviço de transporte não custava 100 dólares por dia a todos.

Este é um passeio de contemplação, ficamos aproximadamente 2 horas calmamente descendo o rio e observando as belezas da natureza que estava redor. As canoas foram adaptadas com bancos para o transporte dos turistas, são canoas bastante estáveis, apesar da estrutura rudimentar. Os remadores chineses são figuras, passavam por outras canoas e provavelmente ficavam zoando de nossa completa incompreensão da lingua deles.


As cadeias de montanhas que cercam o rio possuem formações arredondados e que lembram as corcovas de camelos ou os dedos de mãos. As paisagem desta região inspiram o filme Avatar.




Em alguns pontos do rio algumas canoas ficavam paradas e comerciantes vendiam frutas, águas e até cervejas. Em certos pontos estratégicos do rio existiam estruturas um pouco maior, alguns fotógrafos faziam clics e já vendiam as imagens reveladas.


Nesta região as belezas naturais são o ganha pão de muitos, entretanto, percebe-se que a consciência e cuidados dos chineses para com a ecologia e  meio ambiente precisa passar por uma grande evolução, igual a maioria dos países em desenvolvimento. Em alguns trechos do rio repara-se acúmulo de lixo, e sacolas plásticas boiando, muito triste pensar que em breve isto tudo poderá estar literalmente um grande lixão.
Sacos plásticos
Lixo nas encostas do Rio Li
Terminamos nosso passeio de canoas de bamboo no próprio hotel, quase na hora do almoço. Mas antes tomamos uma cerveja e ficamos apreciando várias outras canoas com turistas passando no rio em nossa frente.



Hotel Yangshuo Moutain Retreat do Rafting



Alimentos e roupas secando

Seguimos a dica do hotel,  fomos almoçar no Luna um restaurante que mistura comida Italiana com comida Chines. O Luna está no "Rooftop" :) do Yangshuo Village Inn, que está na pequena localidade de Moon Hill, ou Pedra da Lua.

Esta uma típica comunidade do interior chinês, lembra em muito uma pequena favela, mas sem nada assustador, ruas sem calçamento e o padrão arquitetônico, várias residências com roupas e comidas penduradas dão um aspecto bagunçado.
Comidas e Roupas por Moon Hill 

A Pedra da Lua ou Moon Hill

A Pedra da Lua é uma grande montanha com uma perfuração no meio, algo incrível e muito bonito. Aos que conhecem Urubici aqui em Santa Catarina, lembra o Morro da Igreja.
Pedra da Lua por outro ângulo
O almoço no Luna foi bastante gostoso e o visual agradável. É uma boa dica. A tendência italiana na culinária é porque eles adicionam queijo, algo inexistente na culinária chinesa, e até manjericão a alguns pratos.
Visual do restaurante Luna do Yangshuo Village Inn
Cidade de Yangshuo
Após nosso almoço tardio, seguimos de Moon Hill para a parte central de Yangshuo, o centrão da cidade, e toda a paz e encanto da região se perde num amontoado de construções, sem planejamento urbano qualquer, cheio de lojas, bares e restaurantes, um confusão e desorganização, que faz temer pelo futuro da região. Várias lojas de souvenires e bugigangas típicas da China estão espalhadas por um calçadão.


Muitos hotéis e pousadas estão nos arredores desta região comercial, mas acredito que todo o charme ou beleza do lugar se perde ao se hospedar nela. A vantagem talvez para alguns solteiros ou casais que queiram curtir um bar ou beber umas num lugar mais agitado.


No segundo dia realizamos um passeio para conhecer algumas localidades milenares existem próximo a Yangshuo, são pequenas vilas construídas de pedras, mas que o desenvolvimento e crescimento chinês a estão deixando abandonadas. 
O passeio nos levou por uma rota no meio de pequenas plantações de frutas e legumes. A agricultura nesta parte da China é bastante rudimentar, ainda como a milhares de anos. A paisagem bem interior, sem transito e com algumas pequenas motos puxando reboques, a versão moderna do animal de carga.

Um detalhe, apesar de ser super educado e fazer-se entender, nosso motorista não falava uma palavra em inglês, todas as orientações foram passadas a ele pelo pessoal da recepção do hotel, mas mesmo assim conseguíamos nos comunicar. Estas são das coisas que deixam uma viagem inesquecível, o contado com o diferente.
As doces laranjas chinesas

Destaque a pequenas e saborosas laranjas, que nosso motorista comprou no caminho para provarmos.


Uma das particularidades desta região rural da China é a ausência de grandes maquinários e propriedades, são pequenas hortas e pomares lado a lado, bem delimitadas e dividida, sempre com famílias trabalhando. Estas são a fonte de sobrevivência de milhões Chineses, literalmente o aproveitamento da fartura de mão de obra.







As cidades milenares da região são vilas de ruelas estreitas, com varias casas e algumas pequenos prédios fortificados construídas em pedra na parte externa, mas com telhados e divisórias internas em madeira. O edifício principal fortificado geralmente tinha a função de casa do administrador e defesa em caso de invasões. Uma pena que na maioria das construções estão em estágio avançado de deteriorização.




Chama a atenção que além de serem vilas bastante antigas os moradores delas na maioria são idosos ou crianças, isto ocorre porque os adultos imigraram para os grandes centro para trabalharem nas indústrias e os avós ficam com a função de criar e educar os netos.


Antônio fazendo amizades

Idosos reunidos nas vilas 

Anciões são comumente encontrados nestas localidades 
Um fato que descobri depois lendo na Internet,  esta região é um destino procurado por estrangeiros para algo triste, mas com final feliz, que são os projetos de adoção de crianças chinesas abandonadas.

Interessante, que apesar dos aglomerados de casas e pessoas, estas vilas não possuem igrejas ou templos, os pontos de encontro são as bases ou sedes do partido, com fotos do Grande Líder Mao Tse Tung nas paredes.


Peixes, cobras, rãs vendidas vivas

Como adoramos as laranjas, o motorista notou nosso interesse pelas frutas e nos levou num mercado local de alimentos. Foi uma experiência chocante, na parte de carnes haviam vários tipos de animais sendo vendidos, sim tinha cachorros, tartarugas, cobras e quase todos possa imaginar prontos para irem para a panela. 




Muitos dos animais são vendidos ainda vivos, e carneados na hora.



Cogumelos Chineses
A parte que comercializa frutas e legumes é muito farta, nada muito exótica e bem parecido com o que temos no Brasil. Merecem destaques os cogumelos são muito bonitos e saborosos, com muitas variedades.


No final da tarde estávamos no nosso hotel para curtir o Pôr-do-Sol.
Pôr de Sol na beira do Rio Li
Yangshuo Moutain Retreat
Yangshuo Moutain Retreat está num ponto estratégico aos apreciadores do pôr do sol, o sol se põe entre as montanhas bem em frente ao hotel, com cadeiras e espreguiçadeiras estrategicamente posicionadas.

Pôr de Sol na beira do Rio Li
Jantamos no próprio hotel todas as noites, a cozinha do Yangshuo Moutain Retreat prepara vários pratos da culinária local, serviam um arroz frito local que todos apreciaram muito, os legumes como brócolis com cogumelos eram deliciosos.  O prato da região mais famoso é o peixe na cerveja, mas que não agradou ao nosso paladar. 

Pôr de Sol e o reflexo no Rio Li
Famosos pato pescador
Em nossa última noite fomos fazer um passeio que eu tinha muita expectativa, ver os curiosos patos pescadores. Nesta parte da China existe uma cultura milenar de domesticar os patos (comorões) para realizarem a pesca, em vez de anzol ou rede, são patos que pescam o peixe e trazem ao seu dono. Este são patos grandes e para realizarem a pesca e não engolirem os peixes, são feitos laços nos pescoços diminuindo o diâmetro do esófago, e com o peixe entalado eles trazem ao ao barco para o dono tirar. Uma parceria milenar e que está acabando. Nosso passeio foi meio "pega" turista. Vimos os patos pescando, mas o problema foi que estávamos numa região meio urbana e não combinou. O certo é pegar um passeio até uma localidade que está a 100 km de Yangshuo e ver eles pescarem no meio de arrozais. Para os que ficaram curiosos, compartilho o vídeo vídeo de como é realizada a pesca com patos.



A experiência de conhecer uma China menos ocidentalizada foi muito rica e reflexiva, até onde a evolução ou progresso será benéfico aos rincões remotos e isolados do mundo, qual o limite entre o turismo e a sustentabilidade. 

Veja também este outro post sobre minhas impressões sobre a China: